‘A Cidade onde Envelheço’ vence o Festival de Brasília

O longa mineiro ‘A Cidade Onde Envelheço’, de Marília Rocha, foi o grande vencedor da edição 49 do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

A produção levou o Troféu Candango de Melhor Filme, Melhor Direção, Atriz (dividido entre as portuguesas Elisabete Francisca e Francisca Manuel) e Ator Coadjuvante (para Wederson Neguinho).

O longa agradou e divertiu o público na noite de exibição, ao mostrar o olhar de duas jovens amigas portuguesas, Teresa e Francisca,  sobre as peculiaridades do Brasil.

Na história, Teresa parte para Belo Horizonte atrás de Francisca, com quem perdeu contato há muitos anos.

‘O Último Trago’, de Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti, conquistou os prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante (para Samya de Lavor), Melhor Fotografia (para Ivo Lopes) e Melhor Montagem (Campolina).

Confira abaixo a lista completa dos vencedores.

PRÊMIOS OFICIAIS

FILME DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme de longa-metragem – R$ 100 mil

A cidade onde envelheço, de Marília Rocha

Melhor Direção – R$ 20 mil

Marília Rocha, por A cidade onde envelheço

Melhor Ator – R$ 10 mil

Rômulo Braga, por Elon não acredita na morte

Melhor Atriz-  R$ 10 mil

Elisabete Francisca e Francisca Manuel, por A cidade onde envelheço

Melhor Ator Coadjuvante – R$ 5 mil

Wederson Neguinho, por A cidade onde envelheço

Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 5 mil

Samya de Lavor, por O último trago

Melhor Roteiro – R$ 10 mil

Davi Pretto e Richard Tavares, por Rifle

Melhor Fotografia – R$ 10 mil

Ivo Lopes, por O último trago

Melhor Direção de Arte – R$ 10 mil

Renata Pinheiro, por Deserto

Melhor Trilha Sonora – R$ 10 mil

Pedro Cintra, por Vinte anos

Melhor Som – R$ 10 mil

Marcos Lopes e Tiago Bello, por Rifle

Melhor Montagem – R$ 10 mil

Clarissa Campolina, por O último trago

Prêmio Especial do Júri Oficial:

Pelo rigor na abordagem e contextualização de uma tragédia brasileira que dura séculos, pela emoção no desenho de uma etnia espoliada e desterritorializada, tema da curadoria desse festival, o prêmio especial vai, por unanimidade, para

Filme: Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

FILME DE CURTA OU MÉDIA-METRAGEM

Melhor Filme de curta ou média metragem – R$ 30.000,00

Quando os dias eram eternos, de Marcus Vinicius Vasconcelos

Melhor Direção – R$ 10.000,00

Fellipe Fernandes, por O delírio é a redenção dos aflitos

Melhor Ator – R$ 5.000,00

Renato Novais Oliveira, por Constelações

Melhor Atriz – R$ 5.000,00

Lira Ribas, por Estado Itinerante

Melhor Roteiro – R$ 5.000,00

Fellipe Fernandes, por O delírio é a redenção dos aflitos

Melhor Fotografia – R$ 5.000,00

Ivo Lopes Araújo, por Solon

Melhor Direção de Arte – R$ 5.000,00

Thales Junqueira, por O delírio é a redenção dos aflitos

Melhor Trilha Sonora – R$ 5.000,00

Dudu Tsuda, por Quando os dias eram eternos

Melhor Som – R$ 5.000,00

Bernardo Uzeda, por Confidente

Melhor Montagem – R$ 5.000,00

Allan Ribeiro e Thiago Ricarte, por Demônia – Melodrama em 3 atos

Premio Especial do Júri

Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares

PRÊMIO DO JÚRI POPULAR

filmes escolhidos pelo público, por meio de votação em cédula própria:

Melhor Filme de longa-metragem – R$ 40 mil

Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

Melhor Filme de curta ou média-metragem – R$ 10 mil

Procura-se Irenice, de Marco Escrivão e Thiago Mendonça

OUTROS PRÊMIOS

TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – JÚRI OFICIAL

Melhor Filme de longa-metragem: R$ 80 mil

Catadores de história, de Tânia Quaresma

Melhor Filme de curta-metragem: R$ 30 mil

Rosinha, de Gui Campos

Melhor Direção: R$ 12 mil

Vladimir Carvalho, por Cícero Dias, o compadre de Picasso

Melhor Ator: R$ 6 mil

Edu Moraes, de A repartição do tempo

Melhor Atriz: R$ 6 mil

Maria Alice Vergueiro, de Rosinha

Melhor Roteiro: R$ 6 mil

Vladimir Carvalho, por Cícero Dias: o compadre de Picasso

Melhor Fotografia: R$ 6 mil

Waldir de Pina, de Catadores de história

Melhor Montagem: R$ 6 mil

Marcius Barbieri, Rafael Lobo e Santiago Dellape, por A repartição do tempo

Melhor Direção de Arte: R$ 6 mil

Andrey Hermuche, de A repartição do tempo

Melhor Edição de Som: R$ 6 mil

Micael Guimarães, de Cora Coralina – todas as vidas

Melhor Trilha Sonora: R$ 6 mil

Dimir Viana, André Luiz Oliveira, Renato Matos, Claudio Vinícius e GOG, por Catadores de história

TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – JÚRI POPULAR

Melhor filme de longa-metragem: R$ 20 mil

Cora Coralina – todas as vidas, de Renato Barbieri

Melhor filme de curta-metragem: R$ 10 mil

Das raízes às pontas, da diretora Flora Egécia

PRÊMIO ABCV  ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DE CINEMA E VÍDEO

Conferido pela ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo a profissional do audiovisual do Distrito Federal

Mallu Moraes (atriz)

PRÊMIO CANAL BRASIL

Cessão de um Prêmio de Aquisição no valor de R$ 15 mil e o troféu Canal Brasil

Melhor Filme de curta-metragem selecionado pelo júri Canal Brasil

Filme: Estado itinerante, de Ana Carolina Soares 

PRÊMIO ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)

Melhor Filme de longa-metragem

Pela hábil conexão entre a gramática do documentário e da ficção. Pelo retrato que conjuga a perspectiva de um personagem com as transformações de um Brasil rural. Pela apropriação original da estética do western e o uso potente do som.

Filme: Rifle, de Davi Pretto

Melhor Filme de curta-metragem

Pela sensibilidade na forma com que filma os espaços urbanos. Pela qualidade do trabalho das atrizes, com experiência profissional ou não. Pela forma com que retrata uma violência física e simbólica, valorizando o que está fora de quadro.

Filme: Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares.

PRÊMIO SARUÊ

Conferido pela equipe de cultura do jornal Correio Braziliense

No apanhado de filmes selecionados pelo festival, vimos de catadores de lixo a imigrantes em crise, a questão do empoderamento feminino e de gênero, passando por índios batalhadores e artistas órfãos de público. Não faltaram também a disputa pela terra e os cubanos num país em transição. Foi, entretanto,  outro grupo de excluídos que chamou a atenção da equipe do Correio: o mérito de melhor momento do festival agrupou libertários representantes da terceira idade, com enorme capacidade de amar, de resistir ao descaso social.

Gui Campos, pelo curta Rosinha!

PRÊMIO MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES

Conferido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro para o filme que melhor utilizar material de pesquisa cinematográfica brasileira

Filme:  Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

PRÊMIO CONTERRÂNEOS

Troféu oferecido pela Fundação CineMemória

Melhor Documentário do Festival

Filme: Vinte anos, de Alice Andrade

2 thoughts on “‘A Cidade onde Envelheço’ vence o Festival de Brasília”

  1. Fred Arouca says:

    Nossa ! O novo formato do site está D+ !!!

  2. Maurício Ferreira says:

    Parabéns pelo novo site Virgílio, ficou ótimo!

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