PARIS ERA UMA FESTA

 

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Não se iludam: as fotos que andei publicando nas redes sociais sobre a minha estadia em Paris estão longe de traduzir o que achei da cidade onde não vinha há mais de dois anos. Paris mudou. Como todos nós, como o Ocidente aberto e democrático em que vivemos e que precisa renegar suas crenças principais – na liberdade, nos direitos de todos os homens – se quiser sobreviver. Sim, não se iludam: neste momento vivemos uma guerra que, a julgar pelas mudanças nada sutis que detetei no dia a dia de Paris, podemos vir a perder.  Este vídeo, junto com o áudio que gravei de minha janela à beira do Sena, pode ser minha despedida desta cidade mais bela do mundo. É ver para crer.

5 thoughts on “PARIS ERA UMA FESTA”

  1. Fred Arouca says:

    Paris deve estar cinzenta nesses tempos de terrorismo e de estranhezas. Fiquei até triste escutando você falar da janela, mas a foto no barco com a torre atrás ficou linda. Você está super iluminado, feliz e com um sorriso tímido e sapeca .
    Já que sente que é a ultima vez , aproveite !

  2. Welton says:

    “Mas sempre teremos Paris.” (?)

  3. ronaldo basttos says:

    Agnaldo, querido, é tão bom filosofar, ainda que soturnamente, sobre as mudanças da cidade luz com esta vista deslumbrante para o Sena, apreciando a Notre Dame e a Pont Neuf, em plena Saint-Germain-des-Prés. Poder-se-ia ainda caminhar até a igreja de Saint-Sulpice onde há apresentações incríveis do seu fabuloso órgão ou então caminhar até o charmoso Jardin du Luxembourg e ao voltar parar no Café de Flore, sentando na mesa de fora e observar o vai e vem dos transeuntes. Ou quem sabe almoçar nas redondezas no Le Procope ou explorar algum bistrot charmoso como o Le Comptoir du Relais. É, Paris pode não ser mais uma festa, mas não está morta, ao contrário de Hemingway. Apesar do inverno cinzento e prolongado pelo qual a Europa passa, nada é para sempre, nem mesmo o terror, o medo e a escuridão.

  4. Spectro-Méier says:

    Sou mais os Cânions do Xingó.

  5. Julio Kadetti says:

    Os tempos atuais mostram que Ricky Blaine estava errado; não teremos Paris para sempre. O mais provável é que em breve nem se quer a Europa será a mesma…

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