JÁ ESTOU EM 2018!

 

31 de dezembro de 2016 à meia-noite: onde estarei, com quem estarei e o que estarei fazendo a esta hora? A resposta me vem rápida: em casa, sozinho, vendo mais um episódio da segunda temporada de Outlander, que, diga-se de passagem, não está me agradando nada.

Claro que vocês perguntarão: mas você, que mora na Avenida Atlântica, onde acontece a maior queima de fogos do Brasil e quiçá do mundo, viajou sete mil quilômetros e foi parar em Lisboa em pleno reveillon… Pra nada? E a resposta me virá rápida de novo: isso mesmo. Sou, como já disse várias vezes e repito agora, uma pessoa esquisita, daquelas raríssimas que, quando está só, sente-se muito bem acompanhada. Passei o Natal num jantar interminável dentro de um barco a navegar no Rio Sena, sozinho em minha mesa, mas rodeado de dezenas de pessoas. Agora, no Ano Novo nem isso eu quero – o que eu quero é o aconchego da minha casa, sob a proteção de minha rotina, rodeado de coisas que me são caras.

“Mas isso você também teria em Copacabana” – insistirão vocês: “bastava ficar só em casa”.

Sim, bastava… Mas não seria a mesma coisa. Não com a temperatura em ebulição que está aí, não com a multidão talvez histérica, mas certamente atordoada, que ocupa as ruas do bairro no último dia do ano… E não com aquela queima de fogos absurda, extravagante, que durante quinze minutos faz tremer as vidraças e ameaça entrar pelas minhas janelas e danificar irremediavelmente minhas obras de arte.

O que eu quero é paz… Inclusive a paz dos sentidos, que esta promete vir, porém, mesmo quando já cheguei aos 73 anos, ainda não chega. Assim, neste reveillon, à meia-noite, estarei aqui em Lisboa quietinho em minha casa.

Se vou fazer um balanço do que representou para mim este ano que agora se vai e já vai tarde? Não. O que fiz ou deixei de fazer é passado e já não tem importância. Minha mãe, dona Maria do Carmo Ferreira, sempre me dizia, quando eu sofria por conta de algum acontecimento traumático da minha vida: “o que passou, passou, meu filho. É pra frente que se olha”.

E como eu costumo seguir tudo que ela me dizia à risca, neste final de 2016 meu olhar já está voltado para 2017 e tudo que farei. Nesta segunda-feira começarei a escrever minha próxima novela, já que a sinopse foi aprovada sem reparos e tenho prazo para entregar o primeiro bloco de capítulos. Eu sei, a estreia é em março de 2018. Mas a hora de começar é agora. Pois, como dizia aquele meu personagem, “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”. E ainda mais nestes tempos em que o gênero parece estar em crise, eu preciso – mais uma vez – dar tudo que tenho – incluindo sangue, suor e lágrimas – pela minha novela.

Se esta será minha única ocupação no próximo ano? Claro que não, eu sou aquele que adora fazer mil coisas ao mesmo tempo. Tenho um seriado já em progresso, um outro iniciado, uma peça de teatro em vias de ser encenada, dois cursos de atuação – no Rio e em São Paulo – nos quais darei, na medida do possível, meu contributo à formação de novos atores… E talvez outra master class, quem sabe, “nunca diga não” como disse muito bem James Bond… Tudo isso além de estar multipresente aqui no meu site e também no twitter (670 mil seguidores!), no facebook, no instagram e no snapchat…

Enfim: em 2017 estarei como sempre estive: vivo e atuante. E assim ficarei Deus sabe até quando.

6 thoughts on “JÁ ESTOU EM 2018!”

  1. Bolívar Soares says:

    A ti também, Aguinaldo, um Feliz Ano Novo com muita Saúde, Sucesso e Alegrias! Um abraço.

  2. Marco says:

    Bom ano de 2017 um beijo do norte de Portugal

  3. Paulo Henrique says:

    Bom dia, Aguinaldo. Você pode dar uma informação de bastidores? Qual prazo lhe é dado para a escrita do primeiro bloco de capítulos (seis capítulos) da novela?
    Imagino que é complexa a escrita destes primeiros capítulos, uma vez que são os que irão apresentar a história e os personagens, tendo a missão de prender o público à trama, não é? Consequentemente são a base do todo, por isso minha curiosidade em saber o tempo que lhe é dado para tanto.

  4. Duque says:

    A única e grande diferença do seu trabalho como autor (que o torna díspar dos demais), é que você realmente ama muito o que faz e dá o próprio sangue – quiçá a própria vida – quando está escrevendo uma novela. O amor pelo trabalho é a porta para o sucesso. Se parar para pensar, você é o único autor do horário nobre que não enfrentou problemas graves com a audiência. E isso já deixa claro, todo amor, zelo e cuidado que você tem com suas histórias.

  5. Severino Ramos Barbosa says:

    Admiro muito o autor Aguinaldo Silva pela qualidade de seus produtos. Sei que ele nasceu para isso: escrever e escrever bem. Outra coisa que admiro no autor é a hiperatividade impregnada nele. Não se contenta em fazer uma única coisa. Eu também sou um pouco assim: estou com três projetos em andamento: a escrita de três livros ao mesmo tempo. Coisa de louco. Lancei meu primeiro livro em novembro de 2015 “o veneno nosso de cada dia” e pretendo lançar mais um este ano. Esse grande autor me inspira.

  6. Manoel Neto says:

    O horário nobre está clamando por um produto com a sua grife, Aguinaldo. Em tempos de pulverização da audiência, em virtude do crescimento das plataformas de streaming, é preciso resgatar o público das novelas. Talvez também seja hora de as emissoras pensarem em produções um pouco mais curtas, acelerando o ritmo dos acontecimentos. Os seriados americanos do começo dos anos 2000 costumavam apresentar muitas e longas temporadas; hoje, as produções são mais curtas e as temporadas sempre são mais enxutas. Refletir e discutir sobre o formato de 180+ capítulos talvez seja uma das saídas para reconquistar o público do horário das 21h. No mais, aguardamos ansiosamente “O Sétimo Guardião” que, sem sombra de dúvidas, será um sucesso.

Deixe uma resposta para Manoel Neto Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *