A Gaga e a boquirrota

Final da liga de futebol americano, o badalado Super Bowl.

Noite de Festa.

Tom Brady, o astro do Patriots, também conhecido por ser marido de Gisele Bündchen, buscava o quinto e inédito título.

A esposa famosa, obviamente, torcia em frenesi pelo time do pai de seus filhos, até ali derrotado pelo Atlanta Falcons.

Tudo, no entanto,  parecia mera figuração ante o que viria no intervalo do jogo.

Como uma espécie de cheerleader, Lady Gaga surgiu esfuziante naquilo que sabe fazer de melhor: cantar e empolgar.

Cantou e empolgou.

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Lady Gaga durante apresentação no Super Bowl. A cantora fez críticas sutis ao presidente Donald Trump – Reprodução/Internet

Mas a musa não podia perder a chance de demonstrar seu descontentamento com o atual momento político do Estados Unidos, mais precisamente com o presidente Donald Trump.

Foi então que a cidadã tomou o lugar do ídolo pop.

Sutilmente, Gaga defendeu a liberdade e a justiça, tão ameaçadas, quando declamou o juramento à bandeira de seu país.

Ao final, o que para muitos foi uma referência a Barack Obama, a cantora jogou o microfone no chão.

Não houve agressão. Não houve manifestação de ódio.

Já por aqui, enquanto o show corria solto no Super Bowl, repercutia uma fala de Luana Piovani.

A atriz brasileira, também dada a dar voz à cidadã Piovani, se indignava nas redes sociais com a atitude do ex-presidente Lula no velório da esposa, Marisa Letícia.

Luana disse no InstaStories: “E o Lula no jornal, hoje, dizendo que Marisa foi triste? Gente, morrer é um drama, é uma fatalidade, uma tragédia na vida das pessoas que amam quem se vai. Mas por favor… Muito indigno ele, numa hora triste como essa, fazer draminha, se vitimizar por conta dessa coisa triste que aconteceu com a dona Marisa. Ah, mas é muita falta de dignidade, gente.”

Foi o suficiente para a atriz ser bombardeada e elogiada nas redes sociais.

O escritor Marcelo Rubens Paiva, de quem todos conhecemos a história, usou sua conta no twitter pra alfinetar a atriz: “Ser bela, Luana Piovani, não lhe dá o direito de ser inconveniente nem de se meter no luto alheio.”

Mas o que teria dito de demais Luana Piovani?

Não houve agressão gratuita na manifestação dela.

No máximo uma falta de tato com as palavras para se posicionar diante do que viu no velório da ex-primeira dama.

Faltou a Piovani a sutileza de Gaga, é verdade.

Mas quem disse que ela faz questão de ser sutil?

 

 

 

 

 

One thought on “A Gaga e a boquirrota”

  1. Spectro-Méier says:

    Quem fala o que quer deve estar preparado para também ouvir e ler o que não quer.

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