LILI CARABINA, DE NOVO

 

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Não posso fazer nada. Para o bem ou para o mal, vocês me verão falar muitas vezes de Lili Carabina aqui nos próximos meses. Afinal, precisei reivindicar a criação da personagem desde que, de uns tempos para cá, alguém a tornou real e até autora de um diário que só apareceu agora. E essa minha justíssima reivindicação rendeu fruto. Um produtor teatral paulista confiou na força e na atualidade da minha empoderada personagem e resolveu leva-la ao palco em grande estilo. “Lili Carabina, a estrela do crime”, vai estrear no Teatro Jaraguá, aqui em São Paulo, em setembro, e lá ficará até final de novembro, antes de começar, ano que vem, uma grande viagem pelo Brasil agora.

Não preciso contar, mais uma vez, como este personagem me surgiu, no final dos anos 70, quando eu ainda era um jornalista na redação de O Globo especializado em assuntos policiais. O que posso repetir é que nunca houve uma Lili além da minha criação. Havia, na época, uma lenda, jamais confirmada, sobre a existência de uma loura que, junto com um bando de marmanjos, praticava assaltos portando uma carabina de calibre 12.

Sim, havia mulheres assaltantes naquela época, diziam até que não eram mulheres e sim homens, já que o mais notório bandido de então, Lúcio Flávio Vilar Lírio, certa vez usara uma suspeita peruca loura num assalto. Mas Lili, bem… Lili surgiu da leitura que fiz dessa possibilidade: mulheres que rompiam as supostas cadeias do seu destino biológico para dizer: “eu sou o que quero ser, mesmo que deva morrer por causa disso”.

No meu livro “Lili Carabina” a personagem tem consciência do seu trágico fim o tempo todo e até almeja por ele. É isso que lhe dá força e valor. A maneira que escolhi para contar sua história, como se fosse um mangá, uma aventura em quadrinhos situada na então fantástica região quase distópica que era a Baixada Fluminense, foi o que lhe deu mais força. Lili era pop então e, passados todos estes anos, é mais pop que nunca.

A escolha da atriz que vai vive-la nos palcos, feita pelos produtores, me surpreendeu positivamente: Viviane Araújo, ainda que de maneira suave, quase carinhosa, abriu seu caminho na vida como uma Lili Carabina; e como esta virou uma estrela. Este feliz encontro das duas no palco do Teatro Jaraguá vai me deixar feliz da vida.

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6 thoughts on “LILI CARABINA, DE NOVO”

  1. JOAO DARLEI says:

    Agora ela é Vivi Carabina kkk

  2. Paulo Cesar says:

    Que MARAVILHOOSO!!!
    Ela merece,ela é ótima!!
    Parabéns,VIVI!!!

  3. ivana nanci says:

    Linda Vivi …parabéns sucesso te amo com certeza verei esta peça em sp

  4. ivana nanci says:

    Parabéns Vivi linda vc merece todo o sucesso …com certeza irei na sua peça em Sp

  5. Inez Siqueira says:

    Ela e’ ótima torço por Ela Sucesso !!!

  6. Pedro says:

    PEÇA FORTE GUIADA NO PALCO POR EXCELENTES ATORES …A ATRIZ SE DESTACA BELA BELEZA E LEVEZA..O TEXTO TINHA TUDO PARA SER PESADO
    MAIS AO ALIAR O HUMOR DEIXA O TELESPECTADOR QUERENDO MAIS….NAO DEIXE.DE ASSISTIR NOSSA LILI CALABRINA…ESSA CHEGA A SER UMA PERSONAGEM INGÊNUA EM UM PAÍS MARCADO POR ESCÂNDALOS ECONÔMICOS.
    O Ódio de lili é o de todos nós….inconformados pela violência que nos cerca que reagimos meio que perdidos em busca de respostas ao completo abandono da sociedade pelo seus valores básicos da vida.

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