CONTE ALGO ENGRAÇADO

 

Todos os dias o jornal O GLOBO, no qual trabalhei e do qual sou assinante há mais de quarenta anos, publica em sua página 2 uma sessão intitulada  Conte algo que não sei, especializada em ouvir pessoas meio freaks, que se dedicam a profissões (quase) exóticas e que têm a veleidade de achar que sempre nos podem ensinar alguma coisa.

Leio a tal sessão diariamente. Não porque a leve a sério, mas porque  a vejo como uma pausa para dar algumas risadas e assim me curar da depressão que me causam as notícias do dia.

Se dessa leitura tiro algum proveito? Até poderia tirar se os entrevistados não fossem tão donos da verdade e não pertencessem todos à mesma corrente de pensamento modernóide.  Mas claro, na política “progressista” a diversidade de pensamento passa longe, assim como passa longe   essa coisa saudável que é a ideia da alternância de poderes.

Assim… Leio a sessão diária na página 2 de O Globo como se ela fosse uma alternativa para a dissolução da equipe do Casseta & Planeta: ela é hilária! Querem um exemplo? Segue abaixo:

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Um cidadão de origem alemã chamado Dirk Fabricius e de profissão “jurista” (na foto acima, atrás do microfone) veio ao Brasil participar de um seminário que atende pelo mimoso nome de “Defensoria no Cárcere e a Luta Antimanicomial”, promovido pelo Defensoria Pública. O Globo pergunta a ele: conte algo que não sei. E ele responde:

“As pessoas, frequentemente, não percebem que estar no erro tem uma função para o equilíbrio emocional: você se sente melhor porque escolhe ignorar algo da realidade, então acha que está bem”.

Ou seja, ele contou algo, eu achei engraçadíssimo, mas continuei sem saber… E claro, amanhã estarei lá lendo o próximo entrevistado e morrendo de rir de novo.

 

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